Instituições Financeiras: Contabilidade

A Carta-Circular BACEN nº 3.429, publicada no DOU de 17.02.2010, esclarece acerca dos procedimentos para o registro contábil de obrigações tributárias em discussão judicial.

Conforme a norma, as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem reconhecer em seu passivo as obrigações tributárias objeto de discussão judicial sobre a constitucionalidade das leis que as tiverem instituído, até a efetiva extinção dos créditos tributários correspondentes.

Confira a íntegra:

CARTA-CIRCULAR BACEN Nº 3.429, DE 11 DE FEVEREIRO DE 2010

DOU 17.02.2010

Esclarece acerca dos procedimentos para o registro contábil de obrigações tributárias em discussão judicial.

Tendo em vista o disposto na Resolução nº 3.823, de 16 de dezembro de 2009, e na Circular nº 3.484, de 2 de fevereiro de 2010, esclarecemos que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem reconhecer em seu passivo as obrigações tributárias objeto de discussão judicial sobre a constitucionalidade das leis que as tiverem instituído, até a efetiva extinção dos créditos tributários correspondentes, em conformidade com o disposto no Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em 26 de junho de 2009, de forma independente:

I – da avaliação de probabilidade de perda feita pela alta administração da instituição ou por seus assessores jurídicos internos ou externos;

II – da concessão de tutela provisória; e

III – da concessão de decisão judicial favorável recorrível.

2. O disposto no parágrafo anterior não deve ser aplicado aos casos idênticos àqueles em que tiver sido declarada a inconstitucionalidade da lei que instituiu a obrigação tributária, por decisão definitiva do plenário do Supremo Tribunal Federal, desde que seja considerada remota a possibilidade de saída de recursos para liquidar a obrigação.

3. Nos casos em que a instituição efetuar compensação judicial de tributos com base em tutela provisória, o montante das obrigações tributárias compensadas deve ser reconhecido como provisão, até o trânsito em julgado da decisão que permitiu a compensação.

4. Esta carta-circular entra em vigor na data de sua publicação.

Departamento de Normas do Sistema Financeiro

ANSELMO PEREIRA ARAÚJO NETTO

Chefe Substituto Departamento de Supervisão de Bancos e de Conglomerados Bancários

CLÁUDIO LYSIAS DE TOLEDO PEREIRA

Chefe Substituto Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não-Bancárias

GILSON MARCOS BALLIANA

Chefe

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